um tributo
comecei por acreditar que era um cretino. depois ensinaram-me que se tentar o melhor que consigo é bom o suficiente e como desaparecer completamente. que sou eu que o faço a mim próprio, mais ninguém. prometeram-me que um dia que fosse rei serias a primeira contra a parede. avisaram-me para não ficar muito sentimental, que acaba sempre em baba e ranho, fizeram-me suspirar por uma polícia do karma que evitasse que me perdesse por um minuto e me afastasse de todas as árvores falsas de plástico. fizeram-me ver que só porque o sinto não quer dizer que está lá, tocaram-me a música de saída para um filme, uma autêntica idioteca de coisas no seu devido lugar. acho que sou um sortudo, não por matarem de novo com amor, mas por no meio disto tudo ter ainda o espírito de rua que imerge a alma em amor, do verdadeiro, o que espera em sotãos assombrados.
este texto é mais uma playlist do que um post. se o quiseres criticar vem, tu, o teu exército, e o sagrado império romano

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